É engraçado como desenvolvemos uma espécie de "amizade" unilateral com artistas que a gente admira (eu tenho uma pequena galeria de “amigos imaginários que existem”). Não vou ficar citando nomes, mas acontece que ontem descobri que um deles tem uma forma rara e agressiva de alzheimer. É claro que quando falo “amigo” sei perfeitamente a diferença entre uma coisa e outra, mas, de alguma forma, os livros desse cara viraram meus amigos e fiquei realmente triste com a notícia.
O mais triste, talvez, é um sujeito tão inteligente quanto aquele ter justamente uma doença que destrói sua capacidade de pensar. Confesso que, egoisticamente, pensei num monte de escritores para os quais um cérebro não faria a menor falta. Pense num cara que, literalmente, inventou um mundo fantástico, recheado de humor da melhor qualidade; que tem mais de vinte livros publicados; que sabe usar as palavras com tamanha sutileza que é comum você perder alguma piada ou referência no menor descuido. Pense num cara que tinha uma “meta” de páginas por dia. Diz o Neil Gaiman que Prachett, certa vez, ao terminar um livro e faltar ainda vinte páginas da sua produção diária, simplesmente começou outro. Há uns dez anos seus livros têm sido uma ótima companhia em casa, no trânsito e nas conversas de boteco. Ainda hoje é comum, quando não sei que livro vou levar para a rua, que eu cate, instintivamente, o pocket surrado de Good Omens e coloque no bolso.
Agora, esse cara está usando sua perspicácia (que sabe estar com os dias contados) para defender, na Inglaterra, o direito ao suicídio assistido. Não vou entrar na discussão (boba) sobre os direitos que cada um pensa ter ou tem sobre a própria vida. Isso é crença e na fé dos outros eu não meto a mão. Mas acho muito triste pensar na mente de Terry Pratchett sendo comida aos poucos por uma bosta de uma doença sem que ele possa, pelo menos, abreviar isso.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Retalhos
Finalmente consegui ler o "Retalhos", de um tal Craig Thompson. Quando folheei o livro (é uma HQ, mas é um livro) pela primeira vez, já fiquei interessado, mas estava sem grana. Hoje, também estava sem grana, mas tinha muito tempo, então aproveitei a chuva para ler de graça na Cultura.
Pode me chamar de chato, mas não ando com saco para quadrinistas que não sabem desenhar e escritores que não sabem escrever. Agora, por exemplo, tem essa moda de quadrinhos com legendas - há quem chame de estilo mas, para mim, significa pura incapacidade de se expressar visualmente, salvo raras exceções.
"Retalhos" é justamente o contrário disso. A história (autobiográfica) é contada de forma delicada sem ser piegas e o texto se encaixa perfeitamente com o desenho.
Numa época de quadros horrendos e bobagens conceituais, passar um tempo lendo aquele quadrinho me fez muito bem.
Pode me chamar de chato, mas não ando com saco para quadrinistas que não sabem desenhar e escritores que não sabem escrever. Agora, por exemplo, tem essa moda de quadrinhos com legendas - há quem chame de estilo mas, para mim, significa pura incapacidade de se expressar visualmente, salvo raras exceções.
"Retalhos" é justamente o contrário disso. A história (autobiográfica) é contada de forma delicada sem ser piegas e o texto se encaixa perfeitamente com o desenho.
Numa época de quadros horrendos e bobagens conceituais, passar um tempo lendo aquele quadrinho me fez muito bem.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Para o pessoal que me sonda pelos bares, querendo ver fotos de mulher, segue uma, mas com um monte de homem junto para estragar.
Lei de Murphy. Não me lembro de já ter visto um verão tão chuvoso. Gosto de chuva, mas já deu no saco, parece que sempre que você tem algo para fazer, cai o mundo, não importa a hora. Hoje, que não tenho absolutamente nenhum lugar para ir, está o maior sol.
Lei de Murphy. Não me lembro de já ter visto um verão tão chuvoso. Gosto de chuva, mas já deu no saco, parece que sempre que você tem algo para fazer, cai o mundo, não importa a hora. Hoje, que não tenho absolutamente nenhum lugar para ir, está o maior sol.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
"Pra que sonhar
A vida é tão desconhecida e mágicaQue dorme às vezes do teu lado
Calada
Calada"
Cazuza
sábado, 16 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Relapso
Sei que não ando postando no blog. Acontece que passei uns tempos trabalhando longe da civilização e, além disso, não ando muito amigo dos computadores, então tenho que escrever numa lan - tarefa difícil. Imagino que deva existir um lugar desses onde adolescentes mongos não fiquem gritando uns com os outros enquanto jogam videogame e ouvem funk carioca. Ou algum idiota berrando num desses malditos nextel. Consigo escrever bêbado, numa sala cheia de gente falando ao mesmo tempo, mas não consigo escrever com esse lixo no ouvido.
Então eu entro na lan house cheio de idéias, com coisas que considero boas sacadas, mas, quando termino de ler meus emails e penso em escrever, o único pensamento na minha cabeça é eugenia. Imagino extensos campos de concentração tocando Wagner e Slayer para torturar os funkeiros, micareteiros e afins.
Depois penso nos e-mails de gente que não me conhece me chamando (erroneamente) de fascista e acabo não escrevendo nada.
Dessa vez, escapou.
Então eu entro na lan house cheio de idéias, com coisas que considero boas sacadas, mas, quando termino de ler meus emails e penso em escrever, o único pensamento na minha cabeça é eugenia. Imagino extensos campos de concentração tocando Wagner e Slayer para torturar os funkeiros, micareteiros e afins.
Depois penso nos e-mails de gente que não me conhece me chamando (erroneamente) de fascista e acabo não escrevendo nada.
Dessa vez, escapou.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
QUINTA NO AURORA
Saco de Ratos
com Paulão
+ Fábrica de Animais
e os amigos que aparecerem.
R$10,00 de entrada
100% da entrada e 20% de toda a consumação vão para dar uma força para o Mário e família.
O Café Aurora fica na Rua 13 de Maio, 112
Sejamos práticos
Não vou dar minha opinião sobre o provável destino da humanidade.
Para quem puder ajudar o Mário Bortolotto, os dados para contribuições seguem abaixo:
Cristiane do Carmo Viana
Banco: Unibanco
Agência: 0935
Conta poupança: 127721-6
A direção de Santa Casa também está necessitando de doadores de sangue que devem se dirigir à própria entidade situada à rua Cesário Motta Jr, 112 - Vila Buarque. Tel: 2176-7000.
Como a Fabiana disse, 8 anônimos salvaram a vida do Mário, então, quem estiver em condições de doar sangue poderá, quem sabe, fazer o mesmo por algum cara legal - ou por algum filho da puta, mas melhor pensar "positivo".
Para quem puder ajudar o Mário Bortolotto, os dados para contribuições seguem abaixo:
Cristiane do Carmo Viana
Banco: Unibanco
Agência: 0935
Conta poupança: 127721-6
A direção de Santa Casa também está necessitando de doadores de sangue que devem se dirigir à própria entidade situada à rua Cesário Motta Jr, 112 - Vila Buarque. Tel: 2176-7000.
Como a Fabiana disse, 8 anônimos salvaram a vida do Mário, então, quem estiver em condições de doar sangue poderá, quem sabe, fazer o mesmo por algum cara legal - ou por algum filho da puta, mas melhor pensar "positivo".
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Há quem pense que eu não gosto de gente. A verdade é que eu só não gosto de quem:
ouve música em local público em fone;
maltrata animais;
curte funk carioca;
joga bituca pela janela;
não respeita o espaço alheio;
acha que temos que aturar seus filhos - só porque, para eles, são todos fofinhos, lindinhos, viadinhos;
lê "o segredo" e acha que encontrou a chave da felicidade;
busca a felicidade etc...
De gente eu gosto.
(Enquanto escrevia isso, uma menininha que está acompanhando a mãe na lan house - e estava começando a me incomodar - caiu, começou a chorar e agora está quieta. Começo a acreditar no poder do pensamento. Negativo.)
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Logo que peguei uma reflex digital pela primeira vez, comecei a fazer uma "série" que chamei de "homescapes" (inclusive, já postei um ou outro aqui). Na verdade, eram só fotos despretensiosas feitas em casa, usando detalhes de móveis, brincando com os objetos, a perspectiva etc - coisa que não dava (pelo menos para mim) para fazer com filme, por conta do custo, do trabalho de mandar revelar, as coisas de sempre. Ainda hoje, faço várias fotos dentro de casa. A camera está carregada e com cartão quase o tempo todo e é raro eu passar uma semana sem fazer nenhuma. Gosto dessas fotos nas quais não fico me preocupando muito com tremidas, foco, cor da luz etc.
Mentira, me preocupo com tudo isso, mas isso não torna o ato menos "leve".
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
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