quinta-feira, 27 de maio de 2010

Entre clics







Algumas ruas parecem impor um certo silêncio e as casas antigas observam os passantes com ar grave. Cada uma deve abrigar um monte de segredos e histórias.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Virada

Podem falar o que for, mas ainda gosto da virada cultural. Ouço muita gente reclamando da multidão, de pessoas "feias" e mal-educadas, de atrações sem graça... Mas é uma questão de perspectiva ou, ainda, do tipo de coisa que você escolhe assistir.
Os únicos shows que assisti foram o Grandmothers of Invention (antiga Mothers of Invention, lendária banda do Zappa), e a Sinfônica Municipal tocando Carmina Burana. Os velhos fizeram um puta show, o som estava bom e as pessoas, até onde eu vi, estavam ali numa boa. Se via até crianças dançando ou no ombro dos pais zappeiros.
Nós tropeçamos na Carmina Burana quando estávamos entrando na Pinacoteca. Sentamos no café e conseguimos ouvir a ópera inteira confortavelmente, de dentro do parque da Luz, onde, mais tarde, aconteceu uma performance. Foi legal ver as pessoas andando tranquilamente por um lugar que a maioria teria medo de passar à noite. Quem é "da noite", como eu, às vezes esquece que a maioria das pessoas não é e, só de andar pelo centro de madrugada, elas já ficam felizes.
Claro que tinha gente escrota e mal-educada. Fui obrigado a passar no meio de um lugar que, para mim, foi como atravessar uma dimensão alternativa - burrice nossa não ter pensado em outro caminho. Mesmo assim, a turba que estava lá não era diferente da que vemos todos os dias pela cidade e que realmente dá no saco, incomoda, suja. De qualquer maneira, é possível se divertir na virada se olharmos para a cabeça, e não para a cloaca.


Não acreditei quando vi, no meio do show, a inconfundível placa do Simplão de Tudo por cima da cabeça das pessoas. Melhor ainda foi ver que quem a segurava era a Cris "Doidona", a própria. Puta pessoa legal de encontrar.



sexta-feira, 7 de maio de 2010

Longa jornada noite adentro

Fazia tempo que não entrava um post "de boteco".
Provavelmente a foto mais estranha da noite.


Paulista, 4h da manhã, tocando "blues da solidão" nos fones, uma menina anda com sua camera e tripé. Mais adiante, dois amigos que estão com ela, também fotografando, me cumprimentam e a gente comenta que "fotógrafo é tudo assim" - o que me fez sentir, senão bem, ao menos não tão deslocado quanto estava antes.

Quando ainda estava longe pensei, por um segundo, que fossem estrelas, mas eram os apartamentos perdidos no nevoeiro alto. Há quanto tempo não via névoa na cidade...

"Pra quem não tem medo e vai fundo
E tá largado nesse mundo
Eu vou cantar o blues da solidão"

(Bêbados Habilidosos)